quinta-feira, 14 de junho de 2012

Um ano na Terra do Tio Sam

É com muita felicidade que faço esse post, anunciando minha seleção como bolsista Capes/Fulbright/FLTA. Passarei cerca de um ano nos Estados Unidos, mais precisamente na cidade de Philadelphia como professor de português na Universidade Drexel.

Como foi o processo:

Fiquei sabendo do processo seletivo no final de agosto de 2011 por um amigo, Nathan, e logo me animei. Entrei no site e vi que tinha cerca de dois meses para fazer cinco redações em inglês e ainda arrumar três cartas de recomendação.  Os temas das redações eram (via http://www.sambandoabroad.blogspot.com.br/): 
- A razão pela qual você decidiu se inscrever (3 páginas)
- Qual disciplina você pretende cursar na universidade e o motivo (1 página)
- Quais técnicas e metodologias você usará para ensinar sua língua se tiver uma turma (1 página)
- O que significa para você ser um embaixador cultural (1 página)
- E o seu personal statement para você falar sobre você mesmo ao seu bel prazer (3 páginas)

Além disso, ainda tínhamos que enviar resultado do TOEFL e cópias de históricos. Fiz o TOEFL depois do prazo, em meados de novembro e ganhei um voucher para não pagar. Fiz no IBEU de Copacabana e a prova demorou cerca de quatro horas. Achei um saco!  Não sabia absolutamente nada sobre o exame e fui na cara e coragem. Como sou lerdo para cacete, me perdi no começo do Listening (não anotei nada....) e deixei uma parte do Reading em branco porque não conseguia voltar para o texto LMAO  (foi feito online).  Bem, quando o resultado saiu, eu gargalhei. Achei que tinha sido um desastre total e fui bem melhor que o esperado. Minhas notas maiores foram em Writing e Speaking. 

Resultados:

Cerca de um mês depois, fui comunicado que ia para a segunda fase do processo seletivo que era nada mais que uma entrevista por telefone. Me avisaram o dia e o horário que iam ligar, e foi bem simples até. Lembro de terem me perguntando se me sentia confiante em ter aulas integralmente em inglês, se já tinha trabalhado como professor de português para estrangeiros antes e a longo prazo, quais eram meus planos. 

Em dezembro, fiquei sabendo que fui selecionado como candidato SUPLENTE ¬¬.  Só se alguém desistisse para eu entrar, mas como tudo na minha vida é sempre assim, eu não desanimei.. Eu quase SEMPRE entro em qualquer tipo de processo na reclassificação, é tipo um KARMA na minha vida. Mas bem, pelo menos eu entro né. LOL. 

Então, em março desse ano (2012) recebi um e-mail pedindo para que eu mandasse as versões em inglês dos meus históricos.  Gastei quase 300 reais sofridos para pagar e bem, se eu não fosse selecionado depois disso, ia querer reembolso ¬¬ hahahaha.

Então, exatamente, no dia 28/06 recebi o tão sonhado e-mail que fui selecionado pela Universidade Drexel, na Philadelphia "Congratulations! You have been selected for the Fulbright Foreign Language Teaching Assistant (FLTA) Program"


 Não é nenhuma Yale, ou Harvard, ou UPenn, mas está entre as 100 melhores universidades da América e entre as 200 melhores do mundo.  Fiquei muito feliz por saber que vou para Philadelphia. Primeiro, porque é cidade grande! Tem metrô, ônibus, bonde e mais de 1,500 milhão da habitantes. Além disso, fica muito próximo a Nova Iorque, menos de 2 horas de ônibus.  Eu tinha receio de parar numa cidade do interior, com meia dúzia de habitantes, onde até para ir ao mercado eu fosse precisar de carro e em consequência disso, eu fosse passar 1 ano trancafiado dentro do campus universitário. Amém que vou para Philly! Tem bastante cinemas, teatros, bares, casas de shows, e vida noturna agitada. Logo, entediado não ficarei!

Faixada da Universidade Drexel

No próximo post conto mais!





quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Amigos do acaso Parte I

Ao decidir viajar, uma das mais gratas surpresas são as pessoas que pode encontrar pelo caminho.  Seja no saguão do aeroporto, em uma rodoviária, descendo as escadas do seu hotel/albergue  ou mesmo pedindo alguém para tirar uma foto. Vocês já pararam para pensar a importância desses amigos do acaso? Eu devo admitir que muitos deles tornaram tão especiais as minhas viagens que fica até díficil imaginar como teria sido sem eles. 
[Onde foi: Outubro 2010, Aeroporto de Assunção,Paraguai]
Estava viajando para La Paz, Bolívia, com conexão em Assunção.  Aterrissei em solo paraguaio por volta de 2 horas da manhã, e vi um grupo pequeno de pessoas esperando pelo avião para a capital boliviana.  Achei o lugar estranho demais, e o voo estava muito atrasado e todos pareciam bastante irritados. Fora isso, nenhum funcionário sabia dar nenhum informação útil, o que me deixou preocupado.
[Quem foi ]
Estava com uma amiga de viagem, Alessandra, e não tinhamos lugar programado para ficar na Bolívia. A idéia era dormir no aeroporto e esperar amanhecer e procurar algum local. E então, eis que senta do meu lado uma moça morena, corte bem curto e falando espanhol fluentemente. Começou a me perguntar se eu sabia algo sobre o voo, e abriu um sorriso imenso quando disse que era do Brasil. "Oui, Oui...Brésil.." Perai, ela do nada falou francês? Pois é, eu podia imaginar que ela era de qualquer lugar da América Latina, menos que se tratava de alguém da França. Era a Linda,  francesa de descedência argelina e que me acompanharia pelos próximos dias de viagem. Foi Linda que escreveu os primeiros capítulos da minha história no país das llamas.  Foi a autora que me guiou para o albergue onde ficaria, que estava cheio de outros franceses  e .para as minhas primeiras aventuras. 
[Como foi] 
Cheguei à La Paz de madrugada, e tive péssimas impressões do lugar. Pegamos um taxi e ´passei pelo El Alto, que me pareceu uma favela gigante em uma altitute muito elevada.  Quando chegamos ao albergue que Linda sugeriu, percebi que além de simpática, ela tinha um ótimo senso de humor e habilidade para lidar com imprevistos.  À príncipio, não havia vagas. Então, Linda simplesmente inventou que tinha feito reserva para três, e de tão convincente, a recepcionista do lugar ficou confusa e arrumou um lugar.  
Conversamos por um tempinho, dormimos os três e ao acordar, parecia que estava em um lugar completamente diferente. Do quarto, já escutava pessoas gritando e buzinas do populoso, confuso e caótico centro de La Paz.  As ruas da cidade eram muito estreitas, e com subidas e descidas excessivamente irritantes e uma engarrafamento infernal.
Tomei café com Linda junto a algumas pílulas de coca, que me salvou das dores de cabeça por conta do soroche (mal-estar de altitude). Passeamos pelo mercado principal da cidade, andamos, conheci um pouco do centro.  E no dia seguida, partimos para Twinaku, umas ruínas antigas com muito a que contar.
 [O que teria sido diferente ]
Por causa de Linda, há perguntas que sempre ficarão sem resposta. Onde eu teria dormido ao chegar em La Paz?  Será que eu teria ido nos memos lugares que ela me levou, ou mesmo, conhecido tais locais? 











segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Criei esse blog porque viajar é a verdadeira grande paixão da minha vida. Sempre senti que viajar compensa qualquer custo ou sacrifício. Sou leal e constante em relação ao meu amor pelas viagens, de um modo como nem sempre fui leal e constante em relação às minhas outras paixões.